Dormindo em uma calçada mal feita um dia sonhei que te
conheceria me oferecendo um pão com sua nobreza, uma garrafa de água e me diria
tudo de bom em seguida seguiria em frente. À noite o barulho dos carros já
tirava meu sono. Em uma avenida desconhecida, mas pouco movimentada segui
caminhante, uma leve garoa caia naquela noite, meu coberto remendado e furado
não era pareô para o frio, imagine para chuva. Adiante ouvi alguém gritar por
teu nome, tudo parecia tão normal que se tivesse um telefone te ligaria e
inventaria vários assuntos para no divertirmos, besteira, imagino só se eu
tivesse alguém, se alguém se interessaria por um pobre corpo, dormiria ate o
fim da vida ao lado dela e jamais jogaria fora meu sujo coberto, meu chaveiro
de chupetas achadas, minha bolsa de couro legítimo que um dia foi de um doutor,
pois por essas estranhas manias que ela se apaixonaria. Mas aquela que um dia
sorriu para mim hoje não contempla a linda noite que me guarda.
Meus velhos trajes não mostram a lealdade que tenho ao seu
lado, ele não é nenhum terno ou farda, é o que encontrei ou o que me deram.
Estar sempre sozinho tem lá seus motivos, nenhuma explicação seria logica, às
vezes e complicadíssimo, mas ganha tempo para se descobrir como pessoa, nenhum
ser humano e digno de dizer que ama alguém sem antes conhecer o que realmente
sente ou quem realmente é.
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