domingo, 14 de abril de 2013

Minha Alegria



Dormindo em uma calçada mal feita um dia sonhei que te conheceria me oferecendo um pão com sua nobreza, uma garrafa de água e me diria tudo de bom em seguida seguiria em frente. À noite o barulho dos carros já tirava meu sono. Em uma avenida desconhecida, mas pouco movimentada segui caminhante, uma leve garoa caia naquela noite, meu coberto remendado e furado não era pareô para o frio, imagine para chuva. Adiante ouvi alguém gritar por teu nome, tudo parecia tão normal que se tivesse um telefone te ligaria e inventaria vários assuntos para no divertirmos, besteira, imagino só se eu tivesse alguém, se alguém se interessaria por um pobre corpo, dormiria ate o fim da vida ao lado dela e jamais jogaria fora meu sujo coberto, meu chaveiro de chupetas achadas, minha bolsa de couro legítimo que um dia foi de um doutor, pois por essas estranhas manias que ela se apaixonaria. Mas aquela que um dia sorriu para mim hoje não contempla a linda noite que me guarda.

Meus velhos trajes não mostram a lealdade que tenho ao seu lado, ele não é nenhum terno ou farda, é o que encontrei ou o que me deram. Estar sempre sozinho tem lá seus motivos, nenhuma explicação seria logica, às vezes e complicadíssimo, mas ganha tempo para se descobrir como pessoa, nenhum ser humano e digno de dizer que ama alguém sem antes conhecer o que realmente sente ou quem realmente é.

TENTENTENDER - Pouca Vogal




 

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