quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Camarada d’água

Camarada d’onde vem essa febre
Nossa alegria breve, por enquanto nos deixou…
Camarada viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d’água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor
Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou!

Camarada d’água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for

Camarada d’água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for… e não for


“Você é riacho e acho que teu rio corre pra longe do meu mar…
mar marvado seria o rio que correndo do meu riacho…
levaria o que acho pra onde ninguém pode achar…”

Como pode um peixe vivo
viver fora da água fria?
Como poderei viver
sem a tua companhia?

Sem a tua, sem a tua
a tua companhia?
 
(Milton Nascimento)

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